ALICE, PROJETO EDITORIAL E ILUSTRATIVO


O Alice, uma apologia à vida, ou à falta dela. Um aglomerado de palavras que eternizam a presença daquele que está longe. Esta obra visual remete ao poder do sonho e do imaginário, mas também se vê como reflexo da saudade. É importante referir que o poder da cor, nos conduz a lugares longínquos, ilusórios.O verde, espelho da natureza, remete ao sossego da floresta. E o azul, que divide os seus capítulos, retrata o mar na sua verdadeira grandeza. Este diário divide-se em duas partes: o Azul Alice, tom meigo que representa a vida. E o Azul Safira, o desenlace das memórias e de tudo o que no jardim parece ruir. O Alice, promete uma leitura fluente e uma apreciação constante das imagens que o completam. Tem um toque suave na mão devido á textura dos diferentes papeis selecionados. E assim, todo este conjunto é abraçado por uma linha preta cruzada que admite um cariz manual á peça. Não é uma poesia frequente. Mas é uma exaltação ao movimento e ao respirar. Já a Alice, está em todos nós. Todos temos alguém que foi e não voltou. Portanto, esta homenagem, é dada a quem tem saudade no seu interior.


Alice, an apology to life, or the lack of it. An agglomeration of words that eternalize the presence of the one who is far away.This visual work refers to the power of the dream and the imaginary, but also sees itself as a reflection of longing. It is important to mention that the power of color leads us to distant, illusory places. Green, the mirror of nature, refers to the quietness of the forest. And the blue, which divides her chapters, portrays the sea in its true grandeur. This diary is divided into two parts: "Azul Alice", a gentle tone that represents life. And the "Azul Safira", the denouement of memories and of everything in the garden that seems to crumble. Alice promises a fluent reading and a constant appreciation of the images that complete it. It has a soft touch in the hand due to the texture of the different papers selected. And so, this whole set is embraced by a black crossed line that gives a manual character to the piece. It is not a frequent poetry. But it is an exaltation of movement and breathing. Alice, on the other hand, is in all of us. We all have someone who left and didn't come back. Therefore, this homage is given to those who are nostalgic inside.