O DICIONÁRIO DAS IDEIAS FEITAS



O humor nunca foi propriamente uma marca de Gustave Flaubert.  Mas o “Dicionário das Ideias Feitas” (Dictionnaire des idées reçues), autêntico compêndio da banalidade, da mediocridade e da ignorância pretensiosa, foi concebido com o fim de produzir uma irónica apoteose de tudo o que goza a aprovação geral, um triunfo do pensamento maioritário, onde os grandes homens fossem imolados aos imbecis, destinava-se a integrar um vasto romance que condensaria os apontamentos reunidos em grossos cadernos. Uma autêntica “enciclopédia da estupidez humana”. Trata-se de um livro saboroso e único de ironia, sarcasmo e certeza na avaliação do quotidiano intemporal. “Não existe verdade. Apenas perceção”. Seguido as palavras de Flaubert, neste projeto, o seu livro é representado como um objeto pessoal. Um diário dos pensamentos de Flaubert. Num cruzamento do clássico com o moderno, a tipografia, as cores, as ilustrações e as diferentes escalas convidam o público para uma leitura descontraída. O leitor é ainda desafiado a criar o seu próprio ‘dicionário’, podendo registar todas as suas reflexões sobre o quotidiano e o mundo que o rodeia em pequenos cadernos intitulados de “Dicionário das ideias por fazer”, que exibem distintas capas com ilustrações do livro.

Humor was never exactly a Gustave Flaubert trademark.  But the "Dictionary of Made-up Ideas" (Dictionnaire des idées reçues), a veritable compendium of banality, mediocrity, and pretentious ignorance, was conceived with the intention of producing an ironic apotheosis of everything that enjoys general approval, a triumph of majority thought, where great men were sacrificed to imbeciles, and was intended to be part of a vast novel that would condense the notes collected in thick notebooks. An authentic "encyclopedia of human stupidity". It is a tasty and unique book of irony, sarcasm, and certainty in its assessment of timeless everyday life.
"There is no truth. Only perception." Following Flaubert's words, in this project, his book is represented as a personal object. A diary of Flaubert's thoughts. In a cross between classic and modern, the typography, colors, illustrations and different scales invite the public to a relaxed reading. The reader is also challenged to create his own 'dictionary', being able to record all his reflections on daily life and the world around him in small notebooks entitled "Dictionary of undone ideas", which have different covers with illustrations from the book.